Grêmio: Não tá morto quem peleia
outubro 6, 2009 at 2:29 pm Deixe um comentário
Toda raça do único clube chamado de “Imortal” não poderia faltar entre os livros do selo Paixão entre Linhas, da Editora Leitura.
Os irmãos Eduardo Bueno, o Peninha, e Fernando Bueno são os autores do livro-memória sobre o Tricolor Gaúcho e falam, na entrevista abaixo, sobre os maiores orgulhos do clube e de sua torcida.
Peninha é jornalista, escritor e historiador. Um dos principais entusiastas do futebol força gremista, Eduardo Bueno já escreveu livros sobre a história do próprio Grêmio, do descobrimento do Brasil e até do grupo Mamonas Assassinas. Estrelou em 2007 o quadro “É Muita História”, do Fantástico, da Rede Globo, no qual contou com bom humor episódios da história do país.
Já Fernando Bueno é fotógrafo desde 1972 e coleciona passagens por veículos como Zero Hora, Jornal do Brasil, O Estado de S.Paulo e O Globo. Em 1976 criou seu estúdio voltado para fotografia publicitária 1976. É hoje o fotógrafo brasileiro de mais sucesso no Getty Images, agência mundial de criação e difusão de conteúdo visual.
Além da entrevista, você pode conferir agora também as capas dos livros-memória do selo Paixão entre Linhas (logo mais todas as capas em nosso Flickr). Hoje, segue abaixo das respostas a capa aberta de “Campeão Acima de Tudo”, sobre o Grêmio – No Flickr você pode ampliá-la.
O que faz do Grêmio um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Tricolor deve ter orgulho de seu clube?
Porque o Grêmio é Imortal, campeão ACIMA de tudo, é Imortal não porque não perde, mas porque nunca desiste ou se entrega. E como se diz aqui na nossa terra: “Não tá morto quem peleia”. Acho que a pergunta deveria ser porque o Grêmio tem orgulho da sua torcida? Porque somos iguais ao clube, a mesma coisa, temos a mesma alma, não nos entregamos nunca, em qualquer campeonato, em qualquer divisão.
Cite um jogo inesquecível na trajetória do Grêmio.
O Grêmio tem 106 anos, tem um jogo no mínimo por ano inesquecível para sua torcida. Mas 10×0 no campeão que se diz de tudo é maravilhoso, estão marcados na paleta, nunca vão esquecer nem em mil anos.
Quais os maiores ídolos da história do clube?
São tantos que vou dar só os com a letra A: Alberto ,Arlindo, Ari Hercílio, Aureo, Airton Ferreira da Silva, Alcindo, por aí vai, amanhã os com B.
No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?
A certeza de “Quem nasce da rejeição nem em cem anos cura o complexo de inferioridade”.
Qual o episódio mais curioso da história do Grêmio?
Que mesmo jogando “futebol society”, com 7, somos Campeões Brasileiros da Segundona.
Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?
Com certeza tem muito ainda a ser explorada.

Capa Aberto do livro de Eduardo e Fernando Bueno
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