Corinthians: caiu, mas não se rebaixou
outubro 27, 2009
O livro-memória do Corinthians na coleção de estreia do selo Paixão entre Linhas retrata um momento da história do clube que o torcedor da Fiel certamente jamais vai esquecer.
Após a sofrida queda para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, time e torcida uniram-se e conduziram em grande estilo o clube ao lugar onde ele sempre deve estar.
Grande parte do elenco, além de Mano Menezes, Andrés Sanchez e toda a diretoria dão seus depoimentos sobre as dificuldades e emoções da disputa da Série B em Corinthians – Amor sem Divisão. O livro, organizado por Claudio Varela, conta ainda com entrevistas com craques do passado como Marcelinho, Neto e Sócrates.
São personagens que deixaram no passado o momento mais triste de toda a trajetória alvinegra. É como diz Mauro Beting no texto de apresentação: “O Corinthians caiu, mas não se rebaixou”.
Leia abaixo entrevista com Claudio Varela, organizador de Corinthians – Amor sem Divisão:
O que faz do Corinthians um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Timão deve ter orgulho de seu clube?
Poderia iniciar escrevendo que um torcedor fiel é reconhecido por garra, raça, paixão, luta, sofrimento, desespero, alegria etc. Mas, possivelmente serão essas as palavras usadas pra definir torcedores de diversos times no mundo. O que define esse time e essa torcida pode ser resumido na frase que esta na quarta capa do livro “Corinthians – Amor sem divisão” – “Já vi o Corinthians perder, já vi o Corinthians ganhar, mas nunca vi o Corinthians desistir”. É isso vamos, vamos, vamos, meu Timão não para de lutar. Nunca, nem essa torcida, nem esse time irão desistir.
Cite um jogo inesquecível na trajetória do Corinthians.
A partida em que a Fiel Torcida virou o jogo.
Santos 1x 2 Corinthians Semifinal do Paulista de 2001. Em nossa entrevista, Marcelinho carioca relembrou esse jogo, como sendo a partida em que a fiel torcida virou o jogo. A fiel não parou de incentivar o time e foi compensada aos 47 minutos do segundo tempo:
No segundo tempo, Renato abriu o placar para o Santos e Marcelinho, minutos depois, deixou tudo igual. Os santistas já festejavam a proximidade da final quando, aos 47min da etapa final, o atacante Gil pegou a bola na ponta esquerda, deu um drible seco em André Luís e rolou para a entrada da grande área. Marcelinho Carioca fez o corta-luz e Ricardinho acertou uma bola no fundo do gol de Fábio Costa, garantindo uma das vitórias mais suadas do time do Parque São Jorge e tirando mais uma chance do Santos de acabar com o jejum de 17 anos sem títulos.
Quais os maiores ídolos da história do clube?
Neto, Marcelinho Carioca e Basílio responsável pelo gol que acabou com o Jejum de 1977.
No processo de elaboração dos livros, houve alguma informação sobre o clube que os surpreendeu?
Na verdade, tive boas e más surpresas com os entrevistados. Grandes craques como Rivelino não quiseram ceder seu depoimento. O mesmo ocorreu com Juca Kfouri, mas, a boa surpresa estaria guardada para o texto do Mauro Beting, Washington Olivetto e o depoimento emocionante do Ronaldo ( ex-goleiro do Timão).
Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?
Acho ótima, mas longe de alcançar o prestigio e o consumo que merece. Nessa dobradinha, podemos contar com; Nelson Rodrigues , Fernando Sabido, Ruy Castro, são grandes nomes que escreveram crônicas, biografias e textos fabulosos sobre futebol. Mesmo com tudo isso, ainda não alcançamos um lugar ao sol, mas sou otimista e sei que temos muita estrada pela frente.

Entry Filed under: Autores, Livros. Tags: Amor sem Divisão, Claudio Varela, Corinthians, paixão entre linhas, Série B, título.








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