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Fluminense: aqui surgiu o futebol brasileiro
Torcedor fanático do Fluminense, Heitor D’Alincourt já organizou até campanha para ajudar um ídolo do Tricolor. Na ocasião, o atacante Washington, que formou dupla com Assis no famoso casal 20, que muitas alegrias deu ao clube nos anos 80.
Foi um dos diretores do filme “Saudações Tricolores” e idealizou há alguns anos o lançamento de camisas réplicas das usadas pelos ídolos das décadas de 60 e 70.
Com tamanha paixão pelo time das Laranjeiras, Heitor D’Alincourt foi convidado pela Editora Leitura para organizar o livro-memória do Flu no selo Paixão entre Linhas. Nesta entrevista, ele conta por que o clube que hoje passa por um momento difícil teve papel fundamental na construção do futebol brasileiro.
O que faz do Fluminense um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor tricolor deve ter orgulho de seu clube?
O Fluminense não é diferente, ele é único. Fomos os pioneiros em tudo: implementamos o futebol no Brasil, fizemos o primeiro gol oficial, inventamos o primeiro torcedor, demos a primeira volta olímpica, erguemos a primeira taça, fomos o primeiro campeão, fundamos a CBD (antiga CBF), construímos o primeiro estádio do Brasil, implementamos o profissionalismo…Enfim, todos os clubes do País surgiram do Fluminense. Se forem realizar um mapa genético do futebol brasileiro, com certeza, encontrarão no DNA de cada Clube o gene do Fluminense.
Cite um jogo inesquecível na trajetória do Fluminense.
Com certeza o Fla 2 x 3 Flu de 1995, que teve o famoso gol de barriga do Renato Gaúcho. Neste jogo, além do título, conquistamos um troféu que os flamenguistas jamais terão na vida: o do centenário deles!
Quais os maiores ídolos da história do clube?
Ao contrário dos outros times que geralmente cultuam apenas um determinado ídolo, nós tricolores somos politeístas, temos varais referencias na nossa história tais como: Castilho, Telê, Didi, Romeu, TIM, Rivellino, Assis, Edinho, Branco, Ricardo Gomes, Renato Gaúcho, Carlos Alberto Torres entre outros.
No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?
Sim, ao entrevistar pessoas e pesquisar fatos, pude perceber que a mitologia tricolor é muito mais instigante do que eu pensava.
Qual o episódio mais curioso da história do Fluminense?
A criação do escudo do Fluminense. Na verdade, é um grande mistério, até hoje jamais desvendado.
Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?
Sensacional. É a possibilidade de perpetuarmos para as futuras gerações de torcedores/leitores toda uma tradição oral.
Palmeiras: da conduta palestrina, o sonho olímpico que ultrapassa gerações
A série de entrevistas com os autores dos livros do selo Paixão entre Linhas mostra hoje o atual líder do Brasileirão: o Palmeiras.
Na coleção da Editora Leitura, quem escreve sobre o Verdão é Fernando Razzo Galuppo, um maiores dos historiadores do clube. Nascido em família palestrina, Galuppo tem o Palmeiras no DNA.
Nesta entrevista ele fala sobre as glórias do Palmeiras não só no futebol, mas como também em diversas outras modalidades, das dificuldades decorrentes da Segunda Guerra Mundial, quando o clube teve que mudar de nome, do título mundial de 1951, da conduta palestrina, entre outros assuntos. Confira!
O que faz do Palmeiras um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Verdão deve ter orgulho de seu clube?
O volume de conquistas nas mais de 36 modalidades ao longo dos seus 95 anos é o que mais diferencia o Palmeiras das demais equipes brasileiras e mundiais. O Palmeiras é um sonho olímpico que ultrapassa gerações, além de estar entre as principais equipes do futebol mundial. Para se ter uma ideia, o Verdão foi aclamado no ano 2000 como o Clube Campeão do Século XX tanto no futebol quanto no futebol de salão, por haver conquistado os principais títulos oficiais que disputou. O Palmeiras é o único clube mundial que vestiu a camisa da seleção nacional do seu país no basquete, futsal, hóquei e futebol. O orgulho de ser palmeirense começa a partir do momento em que o clube supera duas Guerras Mundiais, crises internas e externas, pressões políticas e perseguições pela sua ascendência e raiz italiana na sua iluminada fundação, que levaram a instituição a mudar de nome de Palestra Itália para Palmeiras. Para o palmeirense, o seu clube está além da esfera esportiva. É um estado de espírito que está acima de ganhar ou de perder. É uma tradição que se renova de pai para filho. Ele vive o Palmeiras 24 horas por dia de modo visceral e apaixonado. Para o palmeirense não existe o meio termo. Ou estamos no céu. Ou estamos no inferno. Nunca inertes. Sempre inovando através do seu característico pioneirismo, seja nas arquibancadas ou nas ações promovidas pela instituição.
Cite um jogo inesquecível na trajetória do Palmeiras.
Não dá para citar apenas um jogo marcante na vida do Palmeiras. Todo jogo do Palmeiras é inesquecível. Mas, para constar: Palmeiras 4 a 0 no Corinthians em 12/6/1993. Vitória épica que tive o imenso prazer de assistir ao lado do meu querido pai no estádio do Morumbi. Ao longo da história, gostaria de estar presente no estádio nos seguintes jogos: Palestra Itália 2 a 0 no Savoia em 1915, Palestra Itália 2 a 1 no Paulistano em 1920, Palestra Itália 8 a 0 no Corinthians em 1933, Palmeiras 3 a 1 São Paulo em 1942, Palmeiras 2 a 2 Juventus da Itália em 1951 e Palmeiras 3 a 0 Seleção do Uruguai em 1965.
Quais os maiores ídolos da história do clube?
Os meus ídolos palmeirenses que nunca tive o prazer de vê-los jogar, e daria tudo nesta vida para ter este privilégio, são: Heitor, Ministrinho, Lima, Junqueira, Waldemar Fiume, Oberdan Cattani, Dudu e Ademir da Guia. Já aqueles que acompanhei como torcedor no campo são: Velloso (meu primeiro grande ídolo), Careca Bianchesi, Cesar Sampaio, Evair, Edmundo, Zinho, Galeano, Edmundo, Arce, Marcos, Vagner, Valdivia e Kleber.
No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?
Sem dúvida que sim. A riqueza moral, social e esportiva da gente palestrina-palmeirense no período pesquisado [décadas de 10, 20 e 30] é algo que nos faz repensar a nossa conduta nos tempos atuais. A cordialidade. A harmonia. A perseverança. O amor. A superação. O espírito combativo e empreendedor daquela gente é o maior patrimônio que nos foi legado. Resgatar estas premissas é missão de fé de todos aqueles que respeitam e amam o Palmeiras, para que os nossos filhos e netos possam sentir este mesmo orgulho que senti – e sinto – quando mergulho naquela época.
Qual o episódio mais curioso da história do Palmeiras?
São diversos. Mas o mais emblemático é a conquista palmeirense do Mundial Interclubes em 1951. Creio que ali é o ápice de um sonho alimentado durante anos e anos por aquele grupo de imigrantes italianos que fundaram o Palestra Itália nos idos tempos e tiveram a dignidade e o mérito de superar todos os obstáculos que lhes foram impostos e colocaram o nome do Palmeiras em letras douradas no patamar mais alto da esfera esportiva.
Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?
Acho vital. A literatura é uma ferramenta imprescindível para elevarmos a cultura do nosso povo. O futebol é uma linguagem universal que toca o coração dos brasileiros. Ter o privilégio de unir estes dois hemisférios é algo gratificante. Pois, além de um resgate histórico, estamos plantando uma semente que poderá germinar e mudar toda a humanidade. O homem sem a sabedoria contida nos livros estaria relegado a um destino errante.
As Melhores Piadas sobre Futebol
A união entre literatura e futebol não é novidade para a Editora Leitura, que lançará em breve as obras do selo Paixão entre linhas.
Foi lançado em maio deste ano, pela editora, o livro “As Melhores Piadas sobre Futebol”, de Mário Brito. A antologia é fruto do trabalho do autor na página “Bola Murcha”, do jornal Super Notícia, de Belo Horizonte-MG.
“Para mim, esse trabalho representa a satisfação em atender aos leitores e torcedores que sempre perguntavam e pediam um livro por e-mail, pelo site do jornal e pela comunidade do Orkut”, fala Mário Brito.
O livro reúne piadas, frases, o Teste Cretino e as famosas “Pergunta Cretina – Resposta Idiota”, tudo que o leitor que acompanha Brito no Super Notícia já conhece bem.
E quem se depara com Mário Brito quase diariamente no Super Notícia, não imagina o currículo desse humorista. Ele é também advogado, jornalista, técnico em segurança do trabalho, radialista, repórter, é casado e pai de duas filhas. Ufa, haja fôlego!
Mas chega de papo, vamos às piadas:
A MULHER E A BOLA
Aos 18 anos – Bola de Futebol: 22 homens correndo atrás e um monte de marmanjos de olho.
Aos 28 anos – Bola de Baquete: 10 homens correndo atrás e alguns colegas acompanhando.
Aos 38 anos – Bolinha de Golfe: 1 homem correndo atrás e meia dúzia olhando.
Aos 48 anos – Bolinha de Ping-Pong: um homem fica jogando para o outro.
PERGUNTA CRETINA
Pergunta o repórter ao técnico:
- Você vai repetir o mesmo time?
RESPOSTA IDIOTA
- Não. Vou repetir outro time.
INTELECTUAL
Aquele jogador, metido a intelectual, pergunta ao técnico:
- Uma dúvida, professor…É “me passa a bola” ou “passe-me a bola”?
E você? Qual sua piada sobre futebol favorita?

Veja mais sobre o livro em www.editoraleitura.com.br








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