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Inter: um clube ousado em sintonia com Porto Alegre
Seguindo nossa série de entrevistas com os autores dos livros do selo Paixão entre Linhas, hoje damos espaço ao Internacional.
O autor do livro sobre o Colorado, que conversa conosco, é Luis Augusto Fischer. Fischer, como diz seu perfil no site do Sarau Elétrico, “é professor de literatura brasileira na UFRGS, doutor em Nélson Rodrigues, escritor, cronista e jornalista nas horas vagas. Autor de vários livros de crônicas, ensaios e contos, com destaque para o já clássico Dicionário de Porto-Alegrês e a premiada novela Quatro Negros”.
Foi também roteirista dos filmes “Nada vai nos Separar” (2009) e “Gigante – Como o Inter Conquistou o Mundo” (2007). Ambos sobre a história de uma de suas maiores paixões: o Sport Club Internacional.
O que faz do Internacional um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Colorado deve ter orgulho de seu clube?
Te digo dois dos vários motivos: o Inter tem uma história na qual há vários momentos de ousadia, inovação, invenção, sempre no rumo correto – fomos o primeiro time sulino e ter jogadores negros; fomos o primeiro a assumir a profissionalização, numa época em que os clubes de elite queriam preservar o futebol apenas para os amadores; tivemos a primeira torcida organizada, no começo dos anos 40. O outro motivo é a história das conquistas, numa trajetória gradativa e ascensional: primeiro a hegemonia estadual, nos anos 40; depois a nacional, nos 70; e finalmente as conquistas maiores, da Libertadores e do Mundial, nos anos 2000. Tudo motivo de orgulho. E mais um, desculpa porque ia esquecendo: nunca saímos da primeira divisão.
Cite um jogo inesquecível na trajetória do Inter.
A linda conquista do Mundial, em dezembro de 2006.
Quais os maiores ídolos da história do clube?
Tesourinha e Carlitos, nos anos 40; Larry e Bodinho nos anos 50; Bráulio nos 60; Falcão, Valdomiro e Figueroa, nos 70; Taffarel e Dunga nos 80; Fernandão recentemente.
No processo de elaboração dos livros, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?
Sim: a descoberta do quanto a história do Inter tem sintonia (na verdade, sincronia) com a história da cidade e do estado. Os grandes ciclos colorados ocorrem simultaneamente aos grandes ciclos de Porto Alegre e do Rio Grande. Isso é uma prova, que eu não tinha nunca visto, da profundidade da relação do clube com a comunidade.
Qual o episódio mais curioso da história do Inter?
Dentre vários, escolho um Grenal que nem é tão famoso, já da era do profissionalismo, em que o Inter ganhou de 6 a zero do tradicional rival azul e houve ainda 5 gols nossos anulados — se reconhecidos, teria havido um estrondoso placar. O nosso presidente de então foi perguntar ao juiz por que tanta anulação, e este, suspeitamente, teria dito que já tinha havido gol demais no adversário.
Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?
Tem tudo para ser cada vez mais bem sucedida; na medida em que o nível de escolaridade do país cresce, como tem ocorrido nas últimas décadas, é cada vez maior a demanda por textos que lidem com a vida real, com o cotidiano das pessoas, e o futebol é certamente uma das maiores diversões no Brasil.
Botafogo: Um time sob a aura da superstição
Tem início neste post uma série de entrevistas com os autores dos livros do selo Paixão entre linhas, uma iniciativa da Editora Leitura que une futebol e literatura.
Estarão representados nas entrevistas os 12 clubes contemplados pela coleção. E para começar, alguém já bem conhecido pelos loucos por futebol. Trata-se de Roberto Porto, autor do livro “O Glorioso”, sobre o Botafogo.
Roberto Porto já passou pelas redações de jornais como O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã, Jornal dos Sports e O Dia, revista Fatos & Fotos, pelas rádios Tupi, Nacional, Continental e Globo, além da TV Educativa. São mais de 40 anos dedicados ao futebol. Atualmente, integra a equipe do programa “Loucos por Futebol”, da ESPN Brasil.
É autor também de História Ilustrada do Futebol Brasileiro, Gírias e Verbetes do Futebol, Dicionário Popular de Futebol – ABC das Arquibancadas, Didi – Treino é treino, jogo é jogo e Botafogo, 101 anos de mitos, histórias e superstições.
Saiba mais sobre o autor clicando aqui e também conheça seu blog.
O que faz do Botafogo um clube diferente de todos os outros? Por que o torcedor do Glorioso deve ter orgulho de seu clube?
O Botafogo é diferente dos demais porque paira sobre ele, Botafogo, aura da superstição. Não apenas isso: mas há entre os jogadores do Botafogo, ao longo de mais de um século, exemplos de mortes acidentais, a começar em 1909, quando Euclides da Cunha errou o alvo e acertou o pescoço do lateral-esquerdo Dinorah, que mesmo com a bala encravada junto à coluna cervical, sagrou-se campeão de 1910. O orgulho do torcedor alvinegro vem do próprio fato de o Botafogo não se parecer com os outros. O jornalista Sandro Moreyra, certa vez, disse uma ótima frase: ‘O Botafogo não melhor nem pior do que os outros clubes. É apenas um clube diferente.
Cite um jogo inesquecível na trajetória do Botafogo.
Para mim, a decisão do Campeonato Carioca de 1957, quando o alvinegro venceu o Fluminense por 6 a 2, com cinco gols de Paulo Valentim e um de Garrincha. É o placar recorde até hoje em decisões, para não citar o recorde absoluto no Brasil, quando o Glorioso derrotou o Mangueira por 24 a 0, na época do amadorismo.
Quais os maiores ídolos da história do clube?
Nílton Santos, Garrincha, Didi, Gérson, Amarildo, Jairzinho, Roberto Miranda, Paulo César Caju, Zagallo, entre tantos outros.
No processo de elaboração do livro, houve alguma informação sobre o clube que o surpreendeu?
Não exatamente. Apenas a releitura de uma crônica de Nélson Rodrigues que respondo logo no prefácio.
Qual o episódio mais curioso da história do Botafogo?
Sem sombra de dúvida, o fato de o clube ter três datas de fundação: Futebol (1904), Regatas (1881) e a fusão dos dois, em dezembro de 1942. E as três bandeiras tremulam juntas no mastro da sede de General Severiano.
Para terminar, o que acha da dobradinha entre futebol e literatura?
É uma forma de conquistar leitores que, apaixonados por futebol, acabam gostando também de outro tipo de literatura.
As Melhores Piadas sobre Futebol
A união entre literatura e futebol não é novidade para a Editora Leitura, que lançará em breve as obras do selo Paixão entre linhas.
Foi lançado em maio deste ano, pela editora, o livro “As Melhores Piadas sobre Futebol”, de Mário Brito. A antologia é fruto do trabalho do autor na página “Bola Murcha”, do jornal Super Notícia, de Belo Horizonte-MG.
“Para mim, esse trabalho representa a satisfação em atender aos leitores e torcedores que sempre perguntavam e pediam um livro por e-mail, pelo site do jornal e pela comunidade do Orkut”, fala Mário Brito.
O livro reúne piadas, frases, o Teste Cretino e as famosas “Pergunta Cretina – Resposta Idiota”, tudo que o leitor que acompanha Brito no Super Notícia já conhece bem.
E quem se depara com Mário Brito quase diariamente no Super Notícia, não imagina o currículo desse humorista. Ele é também advogado, jornalista, técnico em segurança do trabalho, radialista, repórter, é casado e pai de duas filhas. Ufa, haja fôlego!
Mas chega de papo, vamos às piadas:
A MULHER E A BOLA
Aos 18 anos – Bola de Futebol: 22 homens correndo atrás e um monte de marmanjos de olho.
Aos 28 anos – Bola de Baquete: 10 homens correndo atrás e alguns colegas acompanhando.
Aos 38 anos – Bolinha de Golfe: 1 homem correndo atrás e meia dúzia olhando.
Aos 48 anos – Bolinha de Ping-Pong: um homem fica jogando para o outro.
PERGUNTA CRETINA
Pergunta o repórter ao técnico:
- Você vai repetir o mesmo time?
RESPOSTA IDIOTA
- Não. Vou repetir outro time.
INTELECTUAL
Aquele jogador, metido a intelectual, pergunta ao técnico:
- Uma dúvida, professor…É “me passa a bola” ou “passe-me a bola”?
E você? Qual sua piada sobre futebol favorita?

Veja mais sobre o livro em www.editoraleitura.com.br
Futebol e Literatura: parceria em alta
Quem disse que literatura e futebol não têm nada a ver?
Só no primeiro semestre deste ano, estima-se que foram lançados mais de 20 novos livros com um tema antes restrito aos estádios, rádio e televisão: o futebol.
Para 2010, com a Copa do Mundo e o centenário do Corinthians, a expectativa é de novo recorde de publicações desse segmento.
O Jornal Valor Econômico publicou recentemente uma reportagem, intitulada “Gol de letra”, de Eduardo Belo, sobre a grande quantidade de lançamentos de títulos sobre o esporte mais popular do país.
O texto citou a coleção “Paixão entre Linhas”, da Editora Leitura, como a mais ousada jogada do mercado editorial nesse segmento. Veja essa parte do texto e confira a reportagem:
“Também prevista para este ano está, a talvez, mais ousada jogada do mercado editorial: o lançamento da coleção ‘Paixão entre Linhas’, da Editora Leitura. Pertencente a uma das mais tradicionais livrarias de Belo Horizonte, a editora procurou os integrantes originais do Clube dos 13 (os principais brasileiros) e propôs a edição de livros oficiais com a marca de cada um deles. O grande lance é a presença de um canal de distribuição extra, barato e eficaz: os próprios clubes. Os livros também serão vendidos nas livrarias, mas é de esperar que custem menos nas lojas oficiais dos clubes. As agremiações não vão gastar nada com o projeto e ainda receberão royalties nas vendas. Cada clube terá direito a três obras: um livro de quadrinhos com o histórico e os principais símbolos do clube, voltados para o público infanto-juvenil, um pocket book com as estatísticas do time e uma ‘memória’, que conta a trajetória do clube por meio de entrevistas, de um histórico propriamente dito ou de crônicas, como será o do Atlético Mineiro.”










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